O que é demência frontotemporal?

Demência Frontotemporal (DFT)

A Demência Frontotemporal (DFT) é um grupo de distúrbios cerebrais que afetam primariamente os lobos frontal e temporal do cérebro. Essas áreas são responsáveis pela personalidade, comportamento e linguagem. Ao contrário da Doença de Alzheimer, que afeta principalmente a memória, a DFT geralmente causa mudanças na personalidade, comportamento e dificuldade com a linguagem.

Tipos de DFT:

Existem três tipos principais de DFT, cada um afetando áreas ligeiramente diferentes do cérebro e apresentando sintomas distintos:

  • Variante Comportamental da DFT (vcDFT): Esta é a forma mais comum da DFT e caracteriza-se por mudanças drásticas na <a href="https://pt.wikiwhat.page/kavramlar/personalidade">personalidade</a> e no <a href="https://pt.wikiwhat.page/kavramlar/comportamento">comportamento</a>. Sintomas incluem desinibição, apatia, perda de empatia, comportamentos compulsivos ou repetitivos, e alterações nas preferências alimentares.

  • Afasia Progressiva Não Fluente (APNF): Esta variante afeta a <a href="https://pt.wikiwhat.page/kavramlar/linguagem">linguagem</a>, tornando difícil falar e entender a fala. A pessoa pode ter dificuldade em formar frases gramaticalmente corretas, compreender frases complexas e repetir palavras.

  • Demência Semântica: Esta variante também afeta a linguagem, mas de uma maneira diferente da APNF. As pessoas com demência semântica têm dificuldade em compreender o significado das palavras (tanto faladas quanto escritas) e em reconhecer objetos e pessoas. Perdem o <a href="https://pt.wikiwhat.page/kavramlar/conhecimento%20semântico">conhecimento semântico</a> sobre o mundo.

Causas:

A causa exata da DFT ainda não é totalmente compreendida, mas acredita-se que envolva o acúmulo anormal de proteínas (como a proteína tau ou TDP-43) nos lobos frontal e temporal do cérebro. Em alguns casos, a DFT está ligada a <a href="https://pt.wikiwhat.page/kavramlar/genética">fatores genéticos</a>. Mutações em certos genes, como MAPT, GRN e C9orf72, podem aumentar o risco de desenvolver a doença.

Diagnóstico:

O diagnóstico da DFT pode ser desafiador, pois os sintomas podem se sobrepor aos de outros distúrbios neurológicos e psiquiátricos. O diagnóstico geralmente envolve uma avaliação neurológica completa, incluindo histórico médico, exame físico, testes neuropsicológicos (para avaliar a cognição, a linguagem e o comportamento) e exames de imagem cerebral (como ressonância magnética (RM) e tomografia por emissão de pósitrons (PET)).

Tratamento:

Não existe cura para a DFT e não há tratamentos que possam retardar ou interromper a progressão da doença. O tratamento visa controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida da pessoa afetada e de seus cuidadores. As abordagens de tratamento podem incluir:

  • Medicamentos: Alguns medicamentos podem ajudar a controlar os sintomas comportamentais, como antidepressivos (para tratar a depressão e a ansiedade) e antipsicóticos (para tratar a agitação e a agressividade).

  • Terapia: A terapia ocupacional, a fonoaudiologia e a terapia comportamental podem ajudar a melhorar a função e a qualidade de vida.

  • Apoio ao cuidador: O cuidado de uma pessoa com DFT pode ser desafiador. O apoio aos cuidadores é fundamental para garantir o bem-estar tanto da pessoa afetada quanto de seus cuidadores. Grupos de apoio e serviços de aconselhamento podem fornecer informações, recursos e apoio emocional.

Prognóstico:

A DFT é uma doença progressiva e irreversível. A progressão da doença varia de pessoa para pessoa, mas geralmente leva a um declínio significativo nas funções cognitivas, comportamentais e de linguagem. A expectativa de vida após o diagnóstico varia, mas geralmente é de 6 a 8 anos.